quarta-feira, 29 de julho de 2009

Anti Herói Americano

Sinopse tirada da internet:
"Harvey Pekar trabalha como arquivista num hospital, emprego perfeito para o obsessivo-compulsivo funcionário. Em casa, ele passa o tempo lendo, ouvindo discos e escrevendo artigos sobre jazz e literatura. Encorajado por Crumb, um amigo desenhista, Harvey decide criar sua própria história em quadrinhos. A revista traz fama e o encontro com a alma gêmea Joyce. Eles se unem para formar a mais improvável das famílias. "

Comentário:
Um personagem mal humorado, doente, pessimista e de mal com o mundo. É com essa pose de perdedor que temos Harvey Pekar desde a primeira cena, com ele ainda criança. De tão cético e único, sua vida é contada em uma revista de histórias em quadrinhos (American Splendor). O filme é uma história real e com boas narrativas do Harvey real (com algumas aparições do Harvey no set de filmagem). E tem também a narração de sua esposa, tão "doente" quanto ele (pois é, se até ele conseguiu uma esposa, acho que qualquer um consegue...rsrs). Por ser uma história real, em algumas partes aparecem os "verdadeiros" ao lado dos "atores", que além de tornar o filme bacana, o deixa mais real. E os diretores souberam trabalhar isso muito bem, sem se perder no meio do real e fictício.

Pekar é a princípio um cidadão comum de classe média, com seu emprego e suas decepções amorosas. O que chama a atenção é o modo de encarar a vida, sempre pessimista e com postura de perdedor (não só mental, mas também corporal). Apesar dele mesmo reconhecer que não sabe nem traçar uma linha reta no papel, sua vida acaba sendo um roteiro para os desenhistas. Não só a sua vida, mas todos ao seu redor. E é assim que conhece sua esposa Joyce, uma vendedora de quadrinhos (no filme aparece o casal real em cenas reais).

Achei esse filme bom porque relata a vida de um cidadão rabugento e pessimista de um jeito bem humorado. Será que isso é possível? Assista e tire suas conclusões...
Como curiosidade, algumas músicas da trilha sonora foram escolhidas pelo próprio Harvey Pekar (o real - foto ao lado). Pra quem gosta de Jazz, é um prato cheio.

Ficha Técnica:
Título Original: American Splendor
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2003
Site Oficial: clique aqui
Direção: Robert Pulcini e Shari Springer Berman
Roteiro: Robert Pulcini e Shari Springer Berman, baseado nas histórias em quadrinhos de Harvey Pekar e Joyce Brabner

Paul Giamatti (Harvey Pekar)
Hope Davis (Joyce Braber)
Judah Friedlancer (Toby Radloff)
James Urbaniak (Robert Crumb)
Shari Springer Berman (Entrevistador)
Larry John Meyers (Dr. Throat)
Vivienne Benesch (Lana)
Earl Billings (Sr. Boats)
Robert Pulcini (Bob)
Daniel Tay (Harvey - jovem)
Ainda não achei o trailer legendado, mas vale ver mesmo assim:

terça-feira, 28 de julho de 2009

O cheiro do ralo

Sinopse tirada da internet:
"Lourenço (Selton Mello) é o dono de uma loja que compra objetos usados. Aos poucos ele desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo Lourenço passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido. Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar. "

Comentário:
Um filme diferente, onde Selton Mello aparece em todas as cenas e usa como cenário praticamente 4 lugares: seu apartamento, a loja, a rua na frente da loja (filmado no bairro da Mooca - SP) e uma lanchonete. Simples não? Pois é, simples e eficiente.
Lourenço é um cara cínico, que tem como trabalho comprar objetos de pessoas que precisam de dinheiro. Mas são as pessoas que vão atrás dele, portanto, ele se passa por um ser humano do bem, onde o mal vai à procura dele. E seu cinismo o torna cada vez mais explorador. Apesar de ser apenas um "dono/balconista" de uma loja de penhores, ele faz uma pose de alto executivo quando vai a uma lanchonete. Apenas pose, pois vendo seu cotidiano fora da lanchonete fica evidente sua vida com muitas neuras, poucos valores, e com quase nada de coerência (fica claro quando oferece R$100,00 por um violino e compra por R$400,00 um olho de vidro que não deve custar nem R$30,00).
Outro dado interessante é a narração do próprio Lourenço, onde faz comentários sobre "o convite indo para a gráfica" (se referindo ao rompimento de seu noivado e as mulheres em geral), o nome impronunciável da garçonete, a história do pai (que depois cai em contradição pois o pai morreu anos antes dele nascer) e também toda sua neura a respeito do cheiro insuportável do ralo, demonstrando aquelas coisas que nós achamos que todos estão reparando e tirando conclusões erradas.
Fica como curiosidade as interpretações de várias pessoas conhecidas, como Chico Sá, Suzana Alves, Alice Braga e Lourenço Mutarelli (aqui ele é o segurança, mas na vida real é o autor do livro que deu origem ao filme). Muitos dos que se passam como "endividados" são pessoas famosos, que tem uma aparição de 2 minutos no máximo, dando uma aparência de cada um ser um curta metragem, pois cada personagem relâmpago tem sua história brevemente contada (na verdade a história é do produto a ser negociado).
Apesar de ser considerado uma comédia, eu não o vejo assim, pois mostra um personagem que aprende a explorar os endividados, vulgariza a mulher e mostra uma mente perturbada. A única comédia que vejo no filme é o jeito muito direto das falas de Lourenço e do roteiro do filme, pois o personagem é ao mesmo tempo cínico, carente, vulgar, sedutor, e nem sempre um bom comerciante. É engraçado ver um explorador de frente ao seu fetiche, pois a garçonete se oferece de graça e ele oferece dinheiro, transformando o amor em vulgaridade.
Um filme diferente, nem todos vão gostar, mas eu recomendo. Principalmente pra ver Selton Mello num papel mais sério, mais doentio.
Ficha Técnica:
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Direção:Heitor Dhalia
Roteiro: Marçal Aquino e Heitor Dhalia, baseado em livro de Lourenço Mutarelli

Elenco:
Selton Mello (Lourenço)
Paula Braun (Garçonete)
Flávio Bauraqui (Homem da caixa de música)
Fabiana Guglielmetti (Noiva)
Martha Meola (Secretária)
Suzana Alves (Apresentadora de vídeo de ginástica)
Alice Braga (Garçonete)
Tobias Vai Vai (Caixa da lanchonete)
Mário Shoemberger (Homem do relógio)
Calico (Homem da perna)
Jorge Cerruti (Homem do olho de vidro)
Milhem Cortaz (Encanador)
Hossein Minussi (Encanador)
Álvaro Muniz (Encanador)
Xico Sá (Homem do gênio da garrafa)
Fernando Macario (Entregador de pizza)

Milk, a voz da liberdade

Sinopse tirada da internet:
'Milk - A Voz da Igualdade' é a cinebiografia de Harvey Milk (1930-1978), político norte-americano que assumiu sua homossexualidade publicamente nos anos 70, sendo o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. No ano seguinte, Milk foi assassinado por um adversário de carreira política desconsolado com a perda nas urnas.
Comentário:
Acho meio besteira escrever que fulano está ótimo no papel, que ciclano tem uma ótima atuação. Evito escrever essas coisas, mas no caso de Milk não tem jeito. Não tem como não falar da atuação de Sean Penn. Excelente, espetacular (ganhou o Oscar merecidamente como melhor ator).

É impressionante a luta que Harvey Bernard Milk teve contra a homofobia. Baseado na história real, o filme mostra como a oposição pode dar forças para seguir seu caminho e cada vez mais conseguir aliados. Como é uma história meio recente, muitos de seus protagonistas ainda estão vivos, e isso deixa ainda mais real o roteiro do filme. A vida política de Milk teve várias derrotas, mas quando conseguiu o cargo público (sendo o primeiro gay assumido a conseguir um cargo), mexeu com toda a classe americana. Uma boa passagem do filme é em um debate, onde Milk e John Briggs ficam cara a cara. Briggs foi o autor da Proposição 6, onde todos os homosssexuais perderiam seu empregos em instituições de ensino. Briggs alegou que as crianças seriam influenciadas pelos professores homossexuais, e Milk deu uma excelente resposta: "Se isso fosse verdade, teríamos muito mais freiras por aí". A proposição 6 é bem trabalhada no filme, e mostra Milk ganhando espaço numa Califórnia ainda homofóbica, mesmo morando no bairro Castro, considerado o local dos homossexuais.
No final do filme, os letreiros falam sobre o que cada pessoa está fazendo nos dias de hoje. Bem interessante.

Elenco:
Sean Penn - Harvey Milk
Emile Hirsch - Cleve Jones
Josh Brolin - Dan White
Diego Luna - Jack Lira
James Franco - Scott Smith
Victor Garber - Mayor George Moscone
Denis O’Hare - Senador John Briggs
Stephen Spinella - Rick Stokes
Eric Stoltz - Tom Ammiano

Direção: Gus Van Sant
Gênero: Drama
Duração: 128 min.
Distribuidora: Universal Pictures

domingo, 26 de julho de 2009

D`Antígona - Pizza de Panela

Com ambiente rústico e aconchegante, a pizzaria D'Antígona serve uma pizza de panela, elaboradas em panelas de ferro. Pedimos uma pizza com cobertura de bacon (mussarela, bacon e champignon) e outra de palmito (palmito coberto com mussarela) muito boa, a massa é bem crocante e fina, mas achei um pouco caro. As pizzas são individuais e custam na média de R$ 17 a R$ 25 cada. Não é uma boa opção para quem está com muita fome ou normalmente come muito. Para acompanhar pedimos um vinho tinto seco Alfredo Rocca Malbec.


Vale a pena experimentar, o cardápio tem pizzas com sabores bem diferentes, como Salmão, Shitake e Hiratake, Javali entre outros. Em relação ao atendimento também gostei, os garçons são atenciosos.
Rua Aspicuelta, 713 - Vila Madalena - São Paulo
www.dantigona.com.br/

sábado, 25 de julho de 2009

Resistência - A História de Uma Mulher que Desafiou Hitler escrito por Agnès Humbert


Segue mais uma dica de livro sobre Segunda Guerra Mundial: Resistência - A história de uma mulher que desafiou Hitler. Na verdade trata-se do diário da francesa, Agnès Humbert, uma historiadora de arte que foi deportada para Alemanha para fazer trabalhos forçados. Ela e muitas outras mulheres foram humilhadas e tratadas em condições sub-humanas, passando fome, frio e sendo obrigadas a trabalhar nas fábricas. Agnès foi uma mulher muito forte para conseguir suportar as crueldades da guerra, foi muito corajosa também, pois no seu diário ela relata com detalhes o sofrimento que passou na época de sua prisão.

É um livro muito bom e interessante, deve ser lido por todos que gostam do assunto Segunda Guerra e querem saber mais sobre os acontecimentos daquela época. Apesar desse assunto já ter sido bem explorado através de livros, documentários e filmes, sempre há algo novo para aprender, enfim como já citei aqui no blog, é um dos meus temas preferidos para leitura.
Sinopse
No verão de 1940, os nazistas invadiram a França e a vida de Agnès Humbert tomou um rumo surpreendente. Inconformada com a dominação nazista, ela e seus companheiros fundaram um dos primeiros grupos da Resistência francesa. Durante quase um ano, eles redigiram, imprimiram e distribuíram o jornal Résistance, além de panfletos e outros textos contra o governo de Vichy. Em 1941, foram traídos por um espião e entregues à Gestapo. Presos, sete dos homens foram condenados à morte e executados por um pelotão de fuzilamento. As mulheres foram deportadas para a Alemanha como trabalhadoras escravas. Em "Resistência", esses eventos são descritos com um imediatismo pulsante, que percorre cada página do diário secreto de Agnès.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Matsuya


O restaurante japonês Matsuya tem 6 filiais em São Paulo, conheço as filiais da Vila Mariana, Chácara Santo Antônio e Moema.
O Matsuya oferece rodízio, o valor depende do dia da semana, mas custa entre R$ 24,90 a R$ 27,90. Conferi o rodízio das unidades da Chácara e Moema, fico com a primeira unidade, os pratos são mais caprichados e o atendimento melhor.
Na unidade da Vila Mariana pedimos um combinado misto para 1 pessoa, vem 18 unidades e custa R$ 22,50.



Para acompanhar pedimos uma porção de guioza, R$ 8,30 com 6 unidades. E para finalizar uma porção de hot holl, R$ 16,50 com 8 unidades. Tudo estava muito bom.



O restaurante Matsuya é uma excente opção para quem gosta de comida japonesa, pois tem preço justo, qualidade e boas opções de prato.
Restaurante Matsuya (Vila Mariana, Chácara Sto Antônio, Aclimação, Moema, Santana e Perdizes).
Tel.: (11) 5589-1108
www.matsuya.com.br

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Filial


Domingão após assistir Jogando no Quintal fomos para Vila Madalena, o bar da vez foi o Filial. Gosto do ambiente boêmio, nem muito claro e nem muito escuro. É um bar com clima despojado, ideal para bater papo, tomar um chope Brahma e beliscar alguma coisa.
O cardápio tem bastante opções, díficil escolher, como eu queria provar algo que nunca comi, optei pela porção de alheira (embutido feito com massa de pão e alho), gostei, mas não achei nada de especial. A porção é servida numa "chapa" pré-aquecida, acompanha vinagrete e fatias de pão francês, serve duas pessoas e custa R$ 15,00.

Enfim o bar é agradavel, tem bom atendimento e não é muito caro. Vale a pena conferir!

Bar Filial
Rua Fidalga, 254 - Vila Madalena - São Paulo
Tel.: (11) 3813-9226